Atualmente, o Pilates é amplamente praticado por mulheres de diferentes idades e com objetivos muito variados: retomar uma atividade física, fortalecer o corpo, melhorar a postura, recuperar mobilidade ou simplesmente integrar mais movimento no quotidiano.
No entanto, não existe um “Pilates para mulheres” completamente diferente do Pilates clássico. São sobretudo determinadas fases da vida, expectativas e particularidades individuais que podem exigir uma adaptação da prática.
O objetivo não é, portanto, procurar uma série de exercícios supostamente universais, mas compreender como praticar de forma progressiva e adaptada.
Quais são os benefícios do Pilates para as mulheres?
O Pilates trabalha o corpo inteiro e dá especial importância ao controlo do movimento, à respiração, à estabilidade e à coordenação.
Uma prática regular pode contribuir, nomeadamente, para o fortalecimento muscular, para uma maior consciência corporal e para a melhoria do controlo dos movimentos.
Também permite trabalhar sem ser necessário procurar cargas elevadas ou movimentos rápidos.
Esta é uma das razões pelas quais o Pilates pode ser adequado tanto para uma pessoa que retoma a atividade física como para uma desportista que pretende complementar o seu treino.
O Pilates fortalece os músculos profundos?
A expressão “músculos profundos” é frequentemente utilizada quando se fala de Pilates.
Na prática, alguns exercícios exigem efetivamente a coordenação de vários grupos musculares para estabilizar uma parte do corpo enquanto outra está em movimento.
Este trabalho envolve especialmente a região abdominal e o tronco, mas o Pilates não se resume aos abdominais.
As pernas, os glúteos, as costas, os ombros e os braços também participam nos movimentos.
O objetivo é construir progressivamente um corpo capaz de produzir e controlar o movimento no seu conjunto.
Pilates e pavimento pélvico: qual é a relação?
O pavimento pélvico faz parte de um conjunto de estruturas que participam, entre outras funções, no suporte dos órgãos pélvicos e na gestão das pressões abdominais.
A respiração, o trabalho abdominal e determinados movimentos podem, portanto, interagir com o seu funcionamento.
Isto não significa que exista uma única instrução válida para todas as mulheres.
A gravidez, o parto, determinadas intervenções cirúrgicas, sintomas urinários ou dores pélvicas são situações que podem exigir uma abordagem individualizada.
Na presença de sintomas ou após um acontecimento médico particular, é preferível uma avaliação por um profissional de saúde qualificado antes de modificar ou intensificar a prática.
É possível fazer Pilates depois da gravidez?
O regresso à atividade física após uma gravidez deve ser progressivo.
O período pós-parto varia consideravelmente de uma mulher para outra. O tipo de parto, a recuperação, o estado do pavimento pélvico, a parede abdominal e eventuais dores devem ser tidos em consideração.
O Pilates pode fazer parte deste regresso à atividade, mas o momento adequado e os exercícios apropriados não podem ser determinados por uma regra universal encontrada na Internet.
Após uma gravidez, especialmente quando existem sintomas, é preferível seguir as recomendações dos profissionais de saúde que acompanham a recuperação.
E depois dos 40 ou 50 anos?
Não existe, evidentemente, uma idade específica em que seja necessário começar ou deixar de praticar Pilates de repente.
Com o passar dos anos, manter uma atividade física regular continua a ser importante. O Pilates apresenta a vantagem de permitir uma progressão muito adaptável.
Uma pessoa que retoma o desporto após vários anos de interrupção não tem as mesmas necessidades que uma mulher da mesma idade que pratica atividade física regularmente.
A idade é, portanto, apenas uma informação entre outras. O nível atual, as capacidades, os antecedentes e a regularidade da prática também são importantes.
O Pilates pode melhorar a postura?
A postura não corresponde a uma posição perfeita que deva ser mantida durante todo o dia.
O nosso corpo foi feito para se mover e mudar regularmente de posição.
O Pilates pode, no entanto, desenvolver a consciência corporal, o controlo e a capacidade de organizar determinados movimentos. Isto pode ajudar a perceber melhor os próprios hábitos e a dispor de mais possibilidades de movimento no quotidiano.
O objetivo não é, portanto, permanecer constantemente “direita”, mas desenvolver um corpo capaz de se adaptar e de se mover.
Que exercícios escolher quando se começa?
Geralmente é preferível começar com exercícios que permitam aprender os princípios do método antes de aumentar a dificuldade.
Uma sessão pode incluir movimentos destinados a trabalhar a respiração, a mobilidade, a estabilidade do tronco e o controlo dos membros.
Mas o nome de um exercício é menos importante do que a sua dificuldade real para a pessoa que o executa.
Um movimento simples realizado com controlo pode ser muito mais relevante do que um exercício espetacular mal dominado.
Quantas sessões por semana?
Não existe uma frequência perfeita aplicável a todas as mulheres.
Para uma iniciante, duas ou três sessões semanais podem constituir um ritmo razoável. Sessões mais curtas também podem ser distribuídas de forma diferente ao longo da semana.
A recuperação e as outras atividades físicas também devem ser consideradas.
A melhor frequência é sobretudo aquela que permite praticar regularmente sem transformar a atividade numa obrigação impossível de manter.
Que precauções tomar?
Uma prática normal pode provocar fadiga muscular e exigir algum esforço. No entanto, uma dor invulgar ou persistente não deve ser automaticamente considerada como prova de que um exercício “funciona”.
Algumas situações exigem maior prudência: gravidez, período pós-parto, cirurgia recente, dores persistentes, problemas do pavimento pélvico ou determinadas patologias.
Nestas situações, os conselhos gerais de um artigo ou vídeo não substituem uma avaliação individual.
O Pilates deve ser diferente para cada mulher?
Os princípios fundamentais do método permanecem os mesmos, mas a progressão pode ser adaptada.
Duas pessoas da mesma idade e do mesmo sexo podem ter capacidades, objetivos e experiências completamente diferentes.
Por isso, uma progressão por níveis é geralmente mais relevante do que uma classificação baseada apenas na idade ou no facto de ser mulher.
Praticar Pilates com o CPilatesFlow
O CPilatesFlow propõe uma prática progressiva organizada por níveis.
O objetivo é permitir começar com exercícios correspondentes às capacidades atuais e depois evoluir progressivamente, em vez de selecionar sessões ao acaso.
A prática online também permite escolher o momento da sessão e integrá-la mais facilmente no quotidiano.
Esta flexibilidade pode ser particularmente útil quando as obrigações profissionais ou familiares dificultam a participação regular em aulas com horários fixos.
FAQ
O Pilates é apenas para mulheres?
Não. O Pilates pode ser praticado tanto por mulheres como por homens.
O Pilates pode fortalecer o pavimento pélvico?
Alguns exercícios e o trabalho respiratório interagem com o pavimento pélvico, mas as necessidades variam consideravelmente de pessoa para pessoa. Na presença de sintomas, é preferível uma avaliação profissional.
É possível praticar Pilates durante a gravidez?
A atividade física pode ser possível durante a gravidez, mas devem ser consideradas a situação individual e a evolução da gravidez. Devem ser seguidas as recomendações dos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.
O Pilates é adequado depois dos 50 anos?
Pode ser. O nível inicial e a situação individual são geralmente mais relevantes do que a idade, por si só, para escolher os exercícios.
É necessário praticar todos os dias para obter resultados?
Não. Uma prática regular e adaptada pode ser organizada segundo diferentes ritmos. A consistência é mais importante do que uma frequência máxima.

